Os sofrimentos para quem perder o arrebatamento
(Mt.24.36-42)

É triste falar sobre esse assunto, pois os dias posteriores ao arrebatamento são chamados de tempo de angustia e aflição (Jr.30.7). Serão dias de trevas e não de luz (Am.5.18), dias estes que Joel pergunta; quem o poderá suportá-lo? (Jl.2.11).
Esse tempo de sofrimento tem como duração uma semana de ano (Dn.9.27), com três anos e meio de grande aflição, no qual o assolador lutará contra o Altíssimo e seus seguidores (Dn.7.25).
Esse dia virá e atingirá três grupos específicos: os mornos e desviados, ou seja, os cristãos apáticos, os Judeus e os ímpios.
Vejamos os sofrimentos de cada um desses grupos
I. Os mornos e desviados sofrerão por terem perdido o arrebatamento e por tentarem uma segunda chance:

* Eles terão sofrimento consciêncial (Mt.25.10-12): imagine a tristeza no coração ao descobrirem que parentes e amigos sumiram (Mt.24.19) e diante das evidencias constatarem que Jesus veio e eles ficaram (Mt.25.10-12). A dor na consciência e o desespero emocional tomará conta do indivíduo, ele não conseguirá conciliar o sono (Is.28.20) antes se lamentará: por que não servi a Deus de verdade, por que fui tão negligente com a minha salvação não levando a santificação a sério, agora a porta da graça se fechou e eu terei que suportar a grande tribulação.
* Eles terão sofrimento político-religioso (Ap.13.15-17): ao descobrirem que ficaram alguns procurarão se dedicar a Deus de verdade e isto gerará uma perseguição tão terrível, pois serão forçados a adorarem a besta sob ameaça de morte (v.15), terão impossibilidade de comprar ou vender por não quererem aceitar o sinal da besta (v.17), sendo assim obrigados a viverem escondidos nos montes e cavernas (Mt.24.15-16). Ao serem cassados como inimigos da besta selarão a fé com suas vidas (Ap.6.9).
* Eles terão sofrimentos naturais (AP.8.7-9.21): alem de sofrerem com a consciência e com a besta e seus agentes, também experimentarão as tragédias naturais tais quais terremotos, saraivas, fogos e maremoto (v.7,8), sem falar do amargor das fontes e rios (v.10,11) dos quais a água potável será objeto de luxo e o escurecimento dos luzeiros celestes (v.12) o qual toda a terra será afetada.

II. Os judeus sofrerão por não ter reconhecido nem aceitado o messias:
Eles tiveram oportunidade e não aproveitaram (Jesus veio para os judeus e eles o rejeitaram), jogaram fora mandando crucificar o messias, assim os judeus como nação foi relegando a segundo plano, entrando assim o período da graça para todos os homens.
Após o arrebatamento, na septuagésima semana (Dn.9.27), o anticristo os enganará fazendo um concerto com eles e depois quebrando na metade da semana (Dn.9.27), declarando-se deus, apoderando-se do templo e proibindo a adoração ao Senhor (2Ts.2.4). Essa quebra de aliança entre os judeus e o anticristo desencadeará uma perseguição tão grande na Palestina (Mt.24.15; Lc.21.20) que os judeus serão obrigados a deixarem suas casas e fugirem para os montes e cavernas, pois Jerusalém será pisada novamente pelos gentios (Lc.21.21-24).
Em meio a esta assolação terrível, os Judeus estarão encurralados por todas as nações (Zc.12.2). Eles então suplicarão pelo Messias, olharão para aquele a quem transpassaram e prantearão pelo unigênito (Zc.12.10-14), nesta hora o Senhor ouvirá e sairá a peleja contra esta nações (Zc.14.3). Ele pisará no monte das oliveiras, no qual se fenderá em duas parte formando um caminho de escape para Israel (Zc.14.4-7), eles entrarão por Ele cumprindo assim o que está escrito: “Eu sou a porta das ovelhas”(Jo.10.9).
Ó, dias terríveis serão este para Israel, que Jesus chegou a ter pena das grávidas e daquela que amamenta (Lc.21.23), por causa da grande aflição que haverá na terra.

III. Os impios sofrerão por terem despertado a grande ira de Deus:
Aos ímpios neste período estão reservados três níveis de castigos: os selos (advertências), as trombetas (juízos) e as taças (flagelos).
Olhe o processo progressivo desse sofrimento, Deus começa advertindo os gentios com as aberturas dos selos (Ap.6), eles porem não se arrependeram e Deus então dá inicio a segunda fase, julgando seus atos por meios das trombetas, este processo desvenda seus atos impiedosos levando Deus a recompensar seus atos dando a beber as taças de sua ira. Vejamos alguns desses sofrimentos:
* Eles serão atormentados cinco meses pelos demônios (Ap.9.1-4): as quatros primeiras trombetas estão relacionadas à natureza, esta agora dá lugar aos terrores demoníacos, que vem do abismo, onde estão aprisionados os anjos caídos e invadem a terra para atormentar os homens.
Esses gafanhotos não são insetos, mas demônios. Olhe os aspectos deles: cavalo, homem, leão e escorpião (v.7-11). Seu poder feridor está unicamente no homem e não na vegetação da terra (v.4-60). Sua missão é atormentar o Homem (v.4-5) e danificá-lo por cinco meses (v.10). Os sofrimentos que esses gafanhotos provocarão não são imaginários, mas real. Não é apenas espiritual, mas físico. Tanto que os homens procurarão a morte e não a acharão (v.6).
* Eles sofrerão chaga má e maligna por adorarem a besta (Ap.16.2): agora não é apenas advertência, mas a punição propriamente dita, aqui os flagelos são unicamente sobre os que têm o sinal da besta, eles terão feridas abertas, supuradas e malignas por não servirem a Deus.
* Eles serão abrasados pelo super aquecimento do sol (Ap.16.8-9): quando o sol se escureceu eles ignoraram, agora no aquecimento do sol eles sentirão na pele o calor abrasador. Eles então reconhecendo a presença de Deus e começam a blasfemá-lo por ter poder sobre a praga e não deram glória.
* Eles serão enganados e atraídos ao vale da matança (amargedom) (Ap.16.12-16): agora chegamos ao ultima fase da punição Divina, a batalha do amargedom. Neste período a trindade satânica (o dragão, a besta e o falso profeta) enviará espíritos imundos, a enganar as nações e convencê-la a se ajuntarem no vale do megido, aqui será o ponto central da batalha. Essa guerra será travada perto do fim da grande tribulação, e acabará quando Cristo voltar para destruir os ímpios (Ap.14.19,20).
Cristo no seu retorno pisará no grande lagar da ira de Deus (Ap.14.19) destruindo todos que guerrearem contra Jerusalém com a seguinte praga: “a sua carne será consumida estando eles de pé, e lhe apodrecerão os olhos na sua órbitas, e lhes apodrecerá a língua na sua boca”(Zc.14.12) e destruirá o inimigo pelo assopro de sua boca e aniquilará pelo esplendor de sua vinda (2ts.2.8).

Conclusão: isto é somente uma pálida demonstração do sofrimento daquele período tão sombrio, aonde o mundo chegará ao caos físico, político e religioso. Gloria a Deus que a igreja estará na glória desfrutando das bodas do cordeiro.
Pense nisso meu amigo, será que vale apena desfrutar o mundo e perder o arrebatamento?

Pr. Adriano u. de Mello
Camboriu - SC

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