REALIZANDO A VONTADE DO PAI
Mt.21.23-32

Introdução
Jesus proferiu a parábola dos dois filhos em resposta a uma pergunta ardilosa dos lideres religioso (v.23). Pergunta essa que colocava em jogo a autoridade de Cristo.
O contexto nos informa que diante dos fatos ocorridos, a cúpula religiosa resolve interpelar Jesus, indagando dEle com que autoridade fazia todas aquelas coisas. O Senhor não lhes respondeu, devolveu-lhes a pergunta, pedindo para que dissessem se o batismo de João era dos céus ou dos homens. As autoridades religiosas, melindradas, recusaram-se a responder e Jesus, então, disse que não lhes falaria com que autoridade fazia tais coisas e a seguir, contou a parábola dos dois filhos, objeto do nosso estudo.

I.
O PAI DE FAMILIA (V.28).
- O primeiro elemento da parábola é o pai que tinha dois filhos: este pai representa o nosso Deus.
- Jesus diz que o pai fez o mesmo pedido aos dois filhos: vai trabalhar hoje na minha vinha (Mt.21:28,30). Esta mensagem do pai aos filhos mostra bem o propósito de Deus para com a raça humana:
1) Vemos que o pai fala aos filhos de igual modo, ou seja, para Deus não há acepção de pessoas.
- Os dois pedidos do pai foram idênticos: “vai trabalhar hoje na minha
vinha” (v.28).
- O pai tratava a seus filhos de igual maneira, de igual forma: Deus não faz acepção de pessoas.
2) A mensagem do pai aos filhos é uma mensagem de trabalho. “Filho, vai trabalhar”(v.28).
- O trabalho foi criado por Deus antes do pecado (Gn.2.19).
- O trabalho é uma característica divina (Jô.5.17b).
- Deus não quer homens ociosos.
3) O Pai deseja que o trabalho seja realizado hoje. “Filho, vai trabalhar hoje na minha vinha” (v.28).
- Há um tempo para que se faça o trabalho: este tempo é “hoje”.
-“Hoje” significa que não há tempo a perder,
-“Hoje” revela a urgência para a obediência, para o atendimento do mandamento do pai.
-“Hoje” é o tempo de Deus, pois para Deus não há futuro nem tampouco passado, mas tudo se resume a um eterno presente.
- “Hoje” é o tempo de Deus, até porque o homem não tem garantia de qualquer outro tempo.

II. A VINHA DO SENHOR
- Este pai, além de ser pai e, portanto, dever ser honrado por parte dos filhos, diz-nos a parábola, tinha uma vinha. Era, portanto, proprietário, era dono do campo.
1) Algumas interpretações que dão a vinha:
a) O mundo onde os homens trabalham para Deus ou para Satanás (Champlin, Caramuru).
- Jesus por meio de seu evangelho está contratando trabalhadores para lavrar e guardar a vinha
- O Diabo com suas tentações, estão contratando trabalhadores a fim de alimentar porcos em seu campo.
b) A igreja de Cristo (Elinaldo R. de Lima, Elienai Cabral).
c) Usam a vinha no sentido neutro (S.E. Mcnair, Mattheu Henry).
2) Toda vinha tinha necessidade de ser cuidada e protegida constantemente.
- No serviço de Deus quanto mais fazemos, mais encontramos para ser feito.

III. OS DOIS FILHOS

- Chegamos, agora, às duas outras personagens desta parábola: os dois filhos.
- Embora a interpretação literal mostre o 1° filho como sendo os cobradores de imposto e as meretrizes, o 2° filho sendo as autoridades religiosas. A aplicação desta parábola é muito abrangente:
1) As interpretações simbólicas dos filhos:
a) Os seres humanos, a humanidade como um todo.
b) Os incrédulos declarados e os religiosos de nomes.
c) Os desobedientes arrependidos e os desobedientes não arrependidos.
d) Os que não professam e nem praticam e os que professam uma coisa e fazem outra.
2) A conduta diferenciada dos filhos:
- Os dois receberam do pai a mesma ordem: “vai trabalhar na minha vinha hoje”. Porem agiram diferentes em suas conduta:
a) O primeiro respondeu negativamente porem depois se arrependeu e foi (v.29).
- ele era grosseiro e indelicado (v.29).
- nele vemos a importância da reflexão. Refletiu e constatou que havia errado
- nele se achou lugar para o arrependimento (v.29).
b) O segundo respondeu positivamente porem não obedeceu e nem se arrependeu (v.30).
- Ele demonstrou gentileza, submissão e disponibilidade.
- Porem escondeu uma rebeldia mórbida.
- Sua rebeldia se manifestou não no dizer, mas no fazer.
- Se dependesse dele a vinha do pai seria logo um campo de urtiga.
- Ele era um hipócrita de carteirinha.

CONCLUSÃO
Temos ido trabalhar na vinha do Senhor? Temos servido ao Pai? Ou temos dito em alto e bom som “eu vou senhor” e temos preferido ficar onde sempre estivemos, fazendo a nossa própria vontade, simplesmente querendo enganar a nós mesmos e aos outros (pois a Deus ninguém engana).




Pr. Adriano Uber de Mello.
Dirigente do setor Cedro

3 comentários:

Pr. Jefferson Eickoff disse...

Parabenizo o Pr. Adriano pelo lindo blogger "Biblia pura", visto a relevância dos temas bíblicos ali postados. Shalom.

Eliel disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
eloir disse...

e bon saber q. ten palavras como esta q nos edifican na fe